segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

CONSTRUINDO UMA CULTURA DE PAZ




Isaias 32: 17 e 18
Romanos 14: 17 e 18
João 14: 23 a 27

Violência. É sem duvida uns dos temas mais debatido e mais preocupante em nossa sociedade, especialmente no Brasil. A violência está inserida em todas as classes sociais, não é um problema da classe A, B, ou C, é uma doença social. Em todos os lados vimos noticias de assaltos, sequestros, assassinatos, brigas e agressões.

No livro do profeta Ezequiel no capitulo 7 versículo 23, encontramos a seguinte expressão: “Faze cadeia, porque a terra será cheia de crimes de sangue, e a cidade,  cheia de violência”. Uma violência que fruto da desobediência, fruto de uma sociedade caída, corrupta e deformada.

A todo instante somos desafiados a Construirmos uma Cultura de Paz, uma paz que excede todo entendimento humano, uma paz que é fruto da justiça  “A justiça trará paz e tranquilidade, trará segurança que durará para sempre. O meu povo viverá em lugares seguros; todos estarão em paz e segurança nas suas casas.”. (Isaias 32: 17 e 18)
Portanto o Reino de Deus é um Reino de paz. Por esta razão nós como povo de Deus, devemos acima de tudo sermos multiplicadores desta paz perfeita. Desta paz completa “Portanto, por meio do Filho, Deus resolveu trazer o Universo de volta para si mesmo. Ele trouxe a paz por meio da morte do seu Filho na cruz e assim trouxe de volta para si mesmo todas as coisas, tanto na terra como no céu”. (Cl. 1:20).

Como podemos fazer parte na Construção da Paz do Reino de Deus diante de uma sociedade negligente e corrupta? Onde temos políticos que preferem cortar investimento da educação e da saúde para aplicar em futebol e até mesmo em seus próprios interesses pessoais.
  • Queridos leitores, primeiro lugar somos chamados a nos reconciliarmos com Deus por meio de Jesus Cristo (2 Coríntios. 5:19).
  • Em segundo lugar. Reconciliados com Deus, encontramos Jesus, a Paz que excede todo entendimento humano. E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. (Filipenses 4 : 7)
·         Em terceiro. A ordem de Deus é: buscarmos a justiça, paz e alegria. Buscamos uma paz através da justiça. Buscamos a justiça social para as crianças, para as mulheres, para os deficientes, para os negros, para os excluídos, enfim, para todas as pessoas.

A Carta de São Paulo aos Romanos 12 nos diz que não devemos nos conformar com este mundo, mas transforma-lo, no capitulo 14 nos diz ainda que havendo justiça e paz, haverá também alegria. Felicidade completa só com paz com Deus, paz interior e paz justiça social. Tendo uma experiência pessoal com Jesus Cristo, uma dependência de Deus. Como Sal e Luz, brilhando no meio das trevas e com as boas obras. “Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós.” (Efésios 2:10 ) construiremos a paz, pois o Reino de Deus é paz.

Enfim, não nos conformemos com o presente século (Rm. 12:2). Buscamos os valores do novo céu, e da nova terra, onde habitam a justiça ”Porém Deus prometeu, e nós estamos esperando um novo céu e uma nova terra, onde tudo será feito de acordo com a vontade dele. Por isso, meus amigos, enquanto vocês esperam aquele dia, façam o possível para estar em paz com Deus, sem mancha e sem culpa diante dele.” (2 Pe. 3:13). Nós somos construtores da paz. Somos cooperadores desta tarefa que Deus nos confiou.

Paulista, 02 de janeiro de 2013.

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Reverendo Daniel Barbosa, ose
Ministro Encarregado
Vice Presidente Nacional do MEP
Prior da Ordem de Santo Estevão
(81) 8476.6442 – 8191.4165

terça-feira, 13 de novembro de 2012

PELO DIREITO DE SER, CRER E DIZER.

 
 
Revdo. Maurício Amazonas, OSE
 
1. COMEÇO – Como membro-fundador do Fórum Diálogos, e enquanto clérigo da Igreja Anglicana – Diocese do Recife, sinto-me profundamente honrado por participar desta construção ao lado de tantas pessoas respeitáveis, fraternas e de fácil convivialidade. Há exatamente um ano e cinco dias, o Bispo Robinson Cavalcanti, de saudosa memória, me convidou para representar nossa Diocese perante o Ministério Público do Estado de Pernambuco, no evento embrião deste Fórum, às 14h do dia 7 de Novembro de 2011, na 7ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital / Promoção e Defesa dos Direitos Humanos. Ainda mais feliz fiquei por saber que o convite vinha assinado pelo já muito conhecido e justo defensor dos Direitos Humanos, o Dr. Westei Conde y Martin Júnior. Gostaria também de dizer da minha alegria em trabalhar nesta comissão ao lado do Revdo. Daniel Barbosa, OSE, meu irmão, amigo e companheiro de outras tantas lides.
 
2. FINALIDADE – Estamos aqui nesta manhã para dizer e tornar público que Pernambuco não tolera a intolerância religiosa. Somos seres criados para o diálogo, cujo resultado salutar sempre será a compreensão. Como cidadãos e cidadãs, somos livres e podemos crer, praticar e defender as nossas crenças, pública e livremente, sendo garantida a liberdade de culto a quem quer que seja, como reza a nossa Constituição (Art. 5º, VI). Isso implica que os diferentes devem conviver dentro dos mesmos espaços sociais, respeitando as diversas manifestações de crenças e cultos. Esta liberdade não implica em querer fazer com que o outro concorde com minhas crenças ou pensamentos, mas que cada pessoa tem o sagrado direito de ser, de crer e de dizer o que pensa. A contrapartida deste direito implicará no dever de deixar que o outro também seja, creia e diga o que pensa, mesmo que com ele não se concorde. Neste ponto, vale citar o Voltaire: “Discordo de tudo quanto dizes, mas dou a minha vida para que tenhas o direito de dizer”.
 
3. LAICIDADE – Na condição de Igreja e outros credos religiosos aqui representados, acreditamos e defendemos um Estado laico. Isso implica que Estado não pode ter uma religião oficial, nem muito menos “oficiosa”. Obrigação do Estado é garantir que todas as pessoas, organizações e instituições possam expressar suas ideias livremente. No entanto, os agentes do Estado devem entender que, “embora o Estado seja laico, a nação é religiosa”, como bem escreveu o Bispo Robinson Cavalcanti. Somos um povo com forte matriz religiosa cristã, africana e indígena. Mas aqui também se acolheu a prática do judaísmo, e islamismo, bem como filosofias orientais, como o budismo; e filosofias europeias, como os pensadores liberais, positivistas e ateístas.
 
4. PARTICIPAÇÃO – Sendo o Estado separado da Igreja, exatamente por isso queremos dizer que a Igreja não pode ser amordaçada em sua liberdade de expressão. Somos herdeiros de uma tradição superior a 4 mil anos de história e sedimentação de valores que nos são muito caros. Nós queremos mantê-los, tanto quanto outros grupos religiosos também querem manter suas práticas e liturgias. Mas também podemos dizer que muito temos a contribuir com o Estado e queremos fazer ouvir nossa voz no que diz respeito à propriedade e uso da terra, da moradia, da saúde pública, do aborto, da eutanásia, da guerra, da sexualidade humana, da educação para paz, sobre ecologia e meio ambiente, sobre questões do racismo, das mulheres, dos indígenas, da produção de alimentos etc. Também não podemos silenciar diante da corrupção e dos sistemas anti-vida que ensaiam tomadas de poder e dominação.
 
5. PREVENÇÃO – Já se disse que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Não podemos ignorar que a liberdade é conquista do povo organizado na luta pelos seus direitos. Liberdade não foi e jamais será prêmio dos poderosos e dominadores. Há uma tensão permanente entre os que querem preservar a liberdade e os que almejam cassá-la proibi-la. Estamos de olhos atentos contra toda e qualquer forma de cerceamento que venha coibir a crítica e o livre exame das ideias, pretendendo criar castas que não toleram o diferente e não permitem a expressão do contraditório. A Constituição do Brasil diz que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. E diz ainda: “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além de indenização por dano material, moral ou à imagem” (Art. 5º, IV e V). Está tudo aqui. Façamos cumprir a nossa Constituição do Brasil, promulgada em 5 de Outubro de 1988. O nosso País precisa conhecer e admitir a religiosidade do seu povo. Nossos filhos e filhas precisam crescer numa pátria livre e fraterna, que promova e acolha o diferente, em respeito e harmonia, garantindo que todos nós tenhamos publicamente o direito de ser, de crer e de dizer. Por isso lutamos e conquistamos. Isso nós temos e queremos preservar. Muito obrigado!
Revdo. Maurício Amazonas, OSE
Diocese do Recife - Comunhão Anglicana

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Eu Tenho Um Sonho - Discurso do Rev. Martin Luther King, Jr.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,

De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

"Livre afinal, livre afinal.

Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

28 de agosto de 1963